Recentemente, a Karina concedeu uma entrevista à Revista Expansão, onde abordou de forma clara e prática os desafios da saúde mental no ambiente corporativo. A seguir, reunimos os principais pontos discutidos, refletindo sobre como as empresas podem (e devem) assumir sua parcela de responsabilidade no bem-estar psicológico de seus colaboradores.
Apesar das exigências legais, como a NR-1, muitas empresas continuam negligenciando o tema. Um dos principais fatores é a visão limitada de que saúde mental é um assunto pessoal, dissociado das condições de trabalho. Some-se a isso a falta de preparo das lideranças, o medo de responsabilizações jurídicas e culturas baseadas em controle, metas agressivas e resultados a qualquer custo.
Esse cenário favorece a cultura do silêncio. Em ambientes que não promovem segurança psicológica, colaboradores evitam falar sobre sofrimento por medo de julgamentos, perda de oportunidades ou demissão. Expressões como “todo mundo passa por isso” acabam normalizando o adoecimento.
Lideranças têm papel essencial nessa transformação. Falar abertamente sobre o tema, combater comportamentos tóxicos, respeitar os limites da jornada, oferecer feedbacks construtivos e celebrar conquistas são atitudes que fortalecem o clima organizacional e reduzem o estigma sobre saúde mental.
Mesmo em estruturas rígidas, é possível criar espaços seguros para diálogo e escuta. Pesquisas de clima, fóruns abertos e canais de comunicação direta ajudam a reduzir conflitos e aumentar o engajamento. Mas é essencial ir além da prevenção: bem-estar precisa ser um valor incorporado à cultura da empresa.
Entre as boas práticas estão: treinamentos em inteligência emocional, políticas contra assédio, revisão de processos, limites claros de jornada e programas de reconhecimento. O erro mais comum é adotar ações genéricas sem diagnóstico ou continuidade — o que gera baixa adesão e perda de confiança.
Empresas que priorizam a saúde mental fortalecem a marca, reduzem custos, atraem talentos e aumentam produtividade. Cuidar de pessoas não é só questão de responsabilidade: é um caminho para resultados mais sustentáveis.
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