Algumas vezes, em especial quando nos deparamos com um novo desafio profissional, podemos sentir que não somos capazes de executar aquela tarefa. Isso pode ser considerado normal dentro da trajetória profissional (e de seu aprendizado) desde que não seja duradouro, pois se estamos em determinada posição temos total capacidade para realizar as entregas adequadas.
No entanto, quando esse sentimento se torna prolongado, o profissional pode estar sofrendo da chamada síndrome do impostor. Caracterizado pela incapacidade da pessoa de reconhecer suas qualidades, esse fenômeno está cada vez mais comum em nossa sociedade e que traz sérios prejuízos à pessoa. Indivíduos que sofrem com a síndrome, além de subestimarem suas capacidades, tem aversão a qualquer tipo de elogio ou reconhecimento.
Isso porque pessoas nessa condição não se consideram suficientemente capazes de terem atitudes competentes e impedem que outros enxerguem suas habilidades. Essa postura pode causar problemas em diferentes aspectos da vida da pessoa, levando-a, inclusive ao isolamento social – ainda nesse texto vamos falar um pouco mais dos sintomas que podem indicar a que a pessoa está com a síndrome do impostor.
E como identificar a síndrome do impostor?
A síndrome pode ser desencadeada por diversos fatores, incluindo baixa autoestima, ansiedade, autocrítica em excesso, tendência a procrastinação, divergência de expectativas, e neuroticismo – capacidade de sentir facilmente emoções negativas. Estes e outros pontos foram citados em um artigo publicado recentemente na Frontiers in Psychology, que listou características-chave de personalidade ligadas à síndrome do impostor.
Esses comportamentos geram na pessoa afetada a sensação de incapacidade profissional. E mesmo que outros lhe digam o contrário, a pessoa não se acha competente para exercer determinada função ou cumprir uma tarefa para qual foi designada – ainda que suas competências indiquem justamente o contrário. Essa autossabotagem, que pode gerar um falso sentimento de fraude, pode limitar, inclusive, as oportunidades de crescimento profissional. Isso porque a pessoa acredita que não deve pertencer àquele lugar e que apenas alcançou tal posição por mera casualidade ou sorte.
Existem alguns sinais indicam que você pode sofrer dessa síndrome: dificuldade em pedir ajudar para realizar uma tarefa (por medo de acharem que você não é capaz) e incapacidade de reconhecer o próprio sucesso são alguns desses sinais. Esses sentimentos são atenuados pelo alto grau de perfeccionismo, pois pessoas nessa condição encaram quaisquer tipos de erro (até mesmo em processos rotineiros) como sendo algo extremamente grave.
Porém essa situação, em especial, pode ser contornada com o estabelecimento de metas tangíveis. Isso porque objetivos inatingíveis apenas contribuem para esse sentimento de fracasso. Atitudes como estas, aliadas a paciência e o esforço, podem lhe auxiliar a contornar essa condição, e identificar a raiz dessa postura negativa.
Temática precisa ser discutida nas empresas!
As formas de lidar com a síndrome do impostor também precisam ser discutidas nas empresas. Isso porque muitos destes quadros se manifestam no ambiente funcional como falamos acima. Dessa maneira cabe ao líder tratar a síndrome do impostor não apenas como um problema individual, mas também coletivo, pois este afeta o espaço de trabalho com um todo.
Nesse contexto é preciso adotar medidas que contribuam para a criação de uma cultura da diversidade. Por isso, mais do que apenas promover campanhas sobre diversidade e equidade, as organizações precisam implementar iniciativas que realmente cultivem a igualdade, fortalecendo também a cultura e o clima organizacionais.
Neste aspecto, treinamentos, mentorias e workshops que incentivem os profissionais a desenvolverem suas competências, mas sobretudo, a autoconfiança, podem auxiliar as empresas nesse processo. Isso porque, mais do que serem capazes, as pessoas precisam se sentir aptas a executarem suas tarefas – sem dúvidas ou medos de serem incapazes.
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