O Desenvolvimento da Consciência como Megatendência

“A evolução se desenrola na direção de uma crescente complexidade que é acompanhada por uma correspondente elevação do nível de consciência.”Teilhard de Chardin

Estamos passando por um período de grande mudança. Onde as situações não serão mais como antes. A forma de gerir as organizações, de nos relacionarmos, de fazer negócios, de aprender, serão diferentes. Novos formatos estão surgindo e surgirão numa velocidade surpreendente!

Percebo que o ser humano está buscando se qualificar não somente em questões técnicas, mas também comportamentais e atitudinais. Estes fatores garantirão a sua sobrevivência no mundo em que vivemos, em um processo evolutivo pessoal e profissional. Não há mais como desassociar esta questão. O Ser Humano é um holus, uma parte do todo e um todo da parte.

E quando analisamos as megatedências, fica evidente que o Ser Humano irá se centrar muito no seu autoconhecimento, na sua essência, nos valores, no sentido de pertencer a algo que gere significado, de fazer a diferença cocriando e compartilhando conhecimento, construindo grandes redes de relacionamento. Um grande exemplo deste contexto é o Projeto Cocriando Natura, que demonstra claramente este processo. Outro exemplo é o grande crescimento do marketing digital e startup´s dirigidas por adolescentes.

Acredito que este movimento que percebemos, principalmente no meio empresarial, irá alicerçar todas as demais megatendências, dando mais sentido e mais direção para as rápidas mudanças. Esta megatendência nos puxa para o futuro e será o sinalizador para nos orientar dentro de um mundo que insiste em se mostrar permanentemente mutante.

Dos grandes movimentos de massa – que, não por acaso, coincidiram com o grande consumo de massa – como a Revolução Russa de 1917, o nazifascismo a partir da terceira década do século 19, ou ainda os protestos urbanos da década de 60, os movimentos estão se deslocando mais para o indivíduo, esse ser único e inimitável, multifacetado e tantas vezes surpreendente que, afinal, é quem dirige, é a razão e quem dá sentido às empresas, às máquinas e a todos os grupos sociais nos quais nos inserimos.

Esse fenômeno pode ser percebido dentro das nossas próprias casas. Para quem tem filhos pequenos, basta lembrar como era a nossa relação com nossos pais na idade deles e refletir sobre a natureza da relação deles conosco e com os demais adultos. Se você não tiver filhos pequenos, pense nos filhos dos amigos, nos irmãos menores ou nos sobrinhos e reflita sobre o que há de novo com essas crianças que serão os adultos de amanhã.

O novo é que eles não aceitam mais ordens. Eles querem – e exigem – saber o porquê de tudo antes de se disporem a uma ação. Contam, também, com informações suficientes para tomar decisões inimagináveis na nossa geração. Têm opiniões sobre praticamente todos os assuntos.

Outros fenômenos apontam na mesma direção. Um deles é o do crescente papel da mulher na sociedade. Não se trata apenas dos postos que elas ocupam no mercado de trabalho – embora isso seja de fundamental importância para uma nova leitura das organizações, pois estas ganham um caráter diferente, ao incorporar a figura feminina e os valores femininos à sua estrutura. Mas é também o papel representado pela dona de casa que não se contenta mais com a velha história de ser “uma grande mulher atrás de um grande homem”. Hoje se sabe que a mulher – trabalhe ou não fora de casa – tem o mais importante papel na decisão de compra, nas opções sobre o trabalho do homem, sobre a moradia da família e sobre tantas outras coisas mais.

Empresários e executivos também se mostram sensíveis à sua própria individuação. As relações de trabalho estão mudando. E estas mudanças estão dificultando velhas estruturas de gestão a se manterem erguidas. É preciso repensar a nossa forma de gerir os negócios e um dos caminhos é perceber o Ser Humano; é nos perceber neste contexto.

Como está agindo? Será que está sendo a melhor forma e a única?

Segundo pesquisas, existem para cada situação, no mínimo, 72 formas diferentes de ver uma solução, buscar alternativas, novos pontos de vista. Quantas formas você já tentou? Busque compartilhar com as pessoas, cocriar novos caminhos. Mas permita elas falarem, mesmo que a ideia no momento não seja adequada, mas foi o primeiro passo para que a pessoa começasse a despertar o desejo de pertencimento e comprometimento. Crie oportunidades, não mais limitantes para continuar a fazer as coisas da mesma forma e se iludir que os resultados serão diferentes.

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